Adultos provavelmente sairão do cinema mais emocionados que crianças ao assistirem a “Christopher Robin: Um reencontro inesquecível”, filme com atores sobre o Ursinho Pooh que estreia nesta quinta-feira (16). Estranhamente sombria para os padrões da Disney, a trama mostra como é triste crescer.

Robin (Ewan McGregor), que dá nome ao filme, é o imaginativo dono do ursinho. Ele é o responsável por criar o mundo de aventuras de Pooh e seus amigos no Bosque dos Cem Acres, um lugar de mel e preguiça, onde as melhores coisas acontecem quando não há nada para fazer.

Essa é a face do personagem na primeira parte da história, quando dá adeus aos companheiros animais antes de ir para um internato.

O filme, então, mostra sua dura passagem para a vida adulta. Já casado com Evelyn (Hayley Atwell) e pai da pequena Madeline (Bronte Carmichael), ele parece ter virado o avesso do que foi na infância: um homem sem criatividade e sempre ocupado, para quem uma folga do trabalho parece algo inadmissível.

O contexto também não ajuda. Na Inglaterra pós-Segunda Guerra, o protagonista trabalha em uma empresa de malas em Londres depois de lutar no conflito. A firma está em crise e precisa reduzir custos. Cabe a Robin encontrar uma saída para o problema, enquanto lida com a pressão do chefe, Giles (Mark Gatiss).

Ursinho melancólico
É aí que surge Pooh (Jim Cummings) e, mais tarde, Tigrão (Chris O’Dowd), Ió (Brad Garrett), Corujão (Toby Jones), Leitão (Nick Mohammed), Coelho (Peter Capaldi) e Can (Sophie Okonedo). Eles servem para lembrar que ainda existe um menino por trás daquele monte de rugas.

A maioria dos personagens é inspirada em ursinhos de pelúcia do Christopher Robin real, filho do autor Alan Alexander Milne, criador do universo de Pooh.

One Comment

  • Simone Mires diz:

    A história da fita, para abranger toda essa nostalgia um tanto quanto renovadora, saca das mangas a contraposição da infância de Christopher Robin com a sua vida adulta, deixando de ser a criança de outrora para ser o homem do hoje. Também recomendo assistir Professor Marston e as Mulheres Maravilha, é um dos melhores filmes de 2017 que estreou o ano passado. É impossível não se deixar levar pelo ritmo da historia. Amei que fez possível a empatia com os seus personagens em cada uma das situações. Sem dúvida a veria novamente, achei um filme ideal para se divertir e descansar do louco ritmo da semana.

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